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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Ex-prefeito de Paranaguá, Baka pagou R$ 60 mil para não ser preso



Homem teria dito que operação prenderia Baka e pediu R$ 150 mil para evitar suposta prisão. Baka deu R$ 60 mil


   José Baka Filho entregou R$ 60 mil em espécie para homem em seu escritório, no centro de Curitiba

O ex-prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), colocou em cheque a declaração de seu patrimônio após operação policial ocorrida na última quinta-feira (14) em Curitiba. De acordo com a Polícia Civil, um homem identificado como Jamal Toufic Ali Hajar, de 49 anos, foi detido quando saia do escritório de Baka, na rua Voluntários da Pátria, no centro da capital com uma caixa contendo R$ 60 mil em espécie que tinha sido pago pelo ex-prefeito minutos antes, para "não ser preso"
ENTENDA O CASO
Segundo o delegado Leonardo Bueno Carneiro, que chefiou a investigação, há cerca de dez dias, Jamal procurou o ex-prefeito dizendo ser muito próximo das cúpulas da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná. “Ele falou para Baka que sabia que uma força-tarefa estava sendo organizada para prendê-lo. Disse não saber exatamente o motivo, mas prometeu, caso recebesse por isso, conseguir interceder em favor do ex-prefeito e evitar a prisão”, contou Laiola. Jamal teria pedido R$ 150 mil ou US$ 50 mil para efetuar o suposto trabalho.
Baka então procurou seu advogado, que entrou em contato com o Cope e descobriu que se tratava de um grande golpe. “Jamal marcou um encontro com o ex-prefeito às 10h30 da última quinta-feira e seu escritório, no Centro de Curitiba. Ele deu R$ 60 mil para Hajar, dizendo ter só esse dinheiro no momento, mas se comprometendo a pagar o restante nos próximos dias”, contou Carneiro.
Fato ainda não explicado pela assessoria de José Baka Filho em nota, foi a obtenção do recurso com tamanha facilidade, afinal: 60 mil reais em espécie, no escritório de um ex-mandatário do executivo municipal, soa estranho, embora a atitude criminosa de Jamal seja logicamente errada.

Dinheiro em espécie entregue por Baka somava R$ 60 mil - Foto: SSP


LIGAÇÕES E CARGOS COMISSIONADOS
Durante a gestão de Baka frente à prefeitura de Paranaguá (2005 a 2013), em determinado período dela, Jamal Toufic foi nomeado pelo ex-prefeito para ocupar um cargo comissionado no município. 
A conclusão é que positivamente ou negativamente Baka pagou R$ 60 mil para não ser preso, já que mesmo procurando as autoridades policiais ele verificou a possibilidade de existência da operação, e que se caso ela existisse não haveria a repercussão no caso. 
NO BANCO, EMPENHO DEMORA PELO MENOS 15 DIAS
Em contato com um grande banco brasileiro, a informação obtida é que em média para empenhar a quantia seria necessário aguardar um período entre 15 e 20 dias, já que a agência precisa empenhar o valor. Até para valores menores como por exemplo R$ 5 mil é necessário três dias para o empenho.
Em base nessas informações, o que se conclui é que o ex-prefeito tinha o dinheiro à pronta entrega armazenado em seu escritório. Na declaração de bens que fez à justiça eleitoral para o registro de sua candidatura pelo PDT à uma cadeira na câmara federal, Baka alegou ter um patrimônio de R$ 1.029.125,69 - Com até mesmo 55 cabeças de gado declaradas.
O valor é cerca de 680% maior do que em 2004 quando ele se candidatou pela primeira vez a prefeito. E cerca de 120% maior do que em 2008, na sua reeleição.
EM NOTA, BAKA AFIRMA "SOU CUMPRIDOR DA LEI"
Através de sua assessoria de imprensa, José Baka Filho afirmou em nota que fez o que acha que todo cidadão de bem deve fazer: Acionar a polícia: "Como todo cidadão de bem deve fazer, procuramos a polícia e a justiça e, através de autoridades competentes e sérias, fizemos prevalecer a lei e ajudamos a prender hoje este criminoso em flagrante. Um criminoso político, que talvez esteja a serviço dos quem há muito tempo tentam nos difamar, agora, ele e seus possíveis mandantes terão que prestar contas às competentes polícia e justiça do nosso Paraná."
Baka ainda continua:
"Agora, agiremos assim. Ratifico aos meus irmãos parnanguaras que não deixaremos mais que maldosos disfarçados de paladinos, atentem contra a nossa honra e a nossa história."
Fonte- Diário do Estado

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