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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A saga da Restauração da Estação Ferroviária de Paranaguá, conheça sua História e a sua Importância

Fotos do Facebook - Recentes tiradas do estado que encontra-se a Estação Ferroviária de Paranaguá 

ACIMA: Trem de passageiros "Gralha Azul" manobrando nas ruas da cidade (Créditos na foto - 12/3/1989).

Empresa Grohs. A firma Mueller & Irmãos, de Curitiba, forneceu ferragens diversas e os sustentáculos de ferro da plataforma. Esta foi construída e alongada de modo a unir-se com o armazém de cargas" (Boletim do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, Curitiba, 1972 - pp. 367-369). Em 2006 estava já restaurada. O trem, porém, desde 2002 vai pouco para lá; na maioria das viagens, para em Morretes e de lá volta, sem seguir para Paranaguá.

E. F. Paraná (1883-1942)
Rede de Viação Paraná-Santa Catarina (1942-1975)
RFFSA (1975-1996)

PARANAGUÁ


Município de Paranaguá, PR
linha Curitiba-Paranaguá - km 546 (1960)PR-0367
Altitude: 6 mInauguração: 17.11.1883
Uso atual: desconhecido (2014)com trilhos
Data de abertura do prédio atual: 1922
HISTÓRICO DA LINHA 

A linha unindo Curitiba a Paranaguá, a mais antiga do Estado, foi aberta pela E. F. Paraná de Paranaguá a Morretes em 1883, chegando a Curitiba em fevereiro ded 1885. Durante seus 120 anos de existência ela pouco mudou, apenas dentro de Curitiba e na mudança de um ou outro túnel na serra. É considerada um dos marcos da engenharia ferroviária nacional, projetada por André Rebouças e construída por Teixeira Soares, depois de firmas estrangeiras recusarem a obra devido à dificuldade do trecho da serra, entre Morretes e Roça Nova. É também uma das poucas linhas que continua a ter trens de passageiros, embora de forma turística apenas, desde os anos 1990, hoje explorado por uma concessionária privada, a Serra Verde. Em 1942, a E. F. Paraná foi englobada pela R. V. Paraná-Santa Catarina, e esta, em 1975, transformada em uma divisão da RFFSA. Em 1996, o trecho passou a ser operado pela ALL, que obteve a concessão da antiga RVPSC.
HISTÓRICO DA ESTAÇÃO

 A estação de Paranaguá foi inaugurada em 1883 juntamente com o curto trecho Morretes-Paranaguá, estendido até Curitiba dois anos depois. Paranaguá venceu a disputa com a cidade de Antonina, também um porto, e que reivindicava a linha até lá. A estação de Paranaguá recebe trens de passageiros, que vêm de Curitiba para apreciar as maravilhosas paisagens da descida da Serra do Mar pelo trem que é um dos poucos do Brasil que ainda atendem passageiros. Mais modesta no início, a estação foi ampliada em 1922 e ganhou as feições atuais. Em 2004 estava em reforma. "A estação de 1883 não foi 


ACIMA: Estação e pátio de Paranaguá, em foto possivelmente dos anos 1980 (Autor desconhecido, possivelmente de cartão postal). 


ABAIXO: (CLIQUE SOBRE A FOTO PARA VER EM DETALHES) Linha férrea no municicípio de Paranaguá em 1923 (Relatório do Governo do Paraná para 1923).

desmantelada, mas incorporada às novas dependências. A estação atual foi entregue sem inauguração em 7/5/1922. 

Naquele dia se transferiram, através de Pedro Machado, agente da estação, os móveis da velha para a nova estação. 

A construção foi iniciada em 1921 - a licitação foi aberta em 25/4/1921. Venceu a proposta a 


(Fontes: Ralph M. Giesbrecht, pesquisa local; Alan William; José de Vasconcelos; Ricardo Koracsony; Helder Ribas; Antonio A. Gorni; Boletim do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, Curitiba, 1972; Relatório do Governo do Paraná para 1923; RVPSC: relatórios anuais, 1920-60; IBGE, 1957)



A estação original de Paranaguá, em 1907. Autor desconhecido

A estação, sem data. Cartão postal

A estação, sem data. Cartão postal


A estação, sem data. Foto cedida por Helder Ribas

A estação original, sem data. Cartão postal

A estação em 1997. Autor desconhecido

Estação de Paranaguá, 10/2001. Foto Ricardo Koracsony

Na plataforma da estação de Paranaguá, uma Metropolitan jaz enferrujando, em 10/2001. Foto Ricardo Koracsony

A estação, em 02/05/2004. Foto Antonio A. Gorni

A estação em 5/2014. Foto Alan William

Um decreto foi assinado na semana passada, para a interdição da famosa Estação Ferroviária de Paranaguá por tempo indeterminado. O prédio que é um dos pontos turísticos da região está em ruínas. A interdição será por tempo indeterminado até que o prédio seja recuperado.

A administração municipal solicitou ao Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) para que trate do assunto como situação emergencial e prioritária para a resolução do problema. Como medida emergencial será realizada obras para o escoamento das paredes evitando uma maior deterioração. As telhas do prédio serão retiradas por uma equipe técnica específica, pois a mesma requer acondicionamento e tratamento específico para não perder as características.

A defesa Civil realizou um laudo técnico do estado atual do prédio para enviar ao IPHAN. Guardas Municipais estão realizando rondas no local para zelar pela segurança das pessoas que transitam nas proximidades ou que eventualmente queiram invadir o prédio.

Recurso

A Prefeitura de Paranaguá foi escolhida para receber recursos na ordem de R$ 1,3 milhão do Ministério do Turismo (MTur) para conceber a reforma e restauração do espaço. A verba já está garantida e aguarda-se a liberação de certidão negativa do Tribunal de Contas do Estado para receber o recurso. Porém, o telhado não está contemplado. Como ocorreu o desabamento, o pedido da Prefeitura será para que seja liberada verba extra, em caráter emergencial, para que a estrutura do prédio não seja comprometida.

Fonte - DefendeR/Fonte: Eco


Recurso de R$ 1,3 milhão para recuperação da Estação Ferroviária já está liberado

Prefeitura de Paranaguá foi comunicada sobre a seleção recentemente, mas agora busca certidão negativa para não perder recurso.


Estação Ferroviária foi inaugurada em 1880

A recuperação completa da Estação Ferroviária está mais próxima de acontecer. A Caixa Econômica Federal (CEF) informou a Prefeitura de Paranaguá que o município foi selecionado para receber R$ 1,3 milhão, do Ministério do Turismo. O local está interditado pela Defesa Civil há alguns meses, por apresentar risco. No último final de semana parte do telhado desabou. Ninguém ficou ferido.

A Prefeitura de Paranaguá entra com uma contrapartida de R$ 13.131,32 fazendo com que a obra completa tenha um investimento de R$ 1.313.131,32. O recurso está sendo liberado graças à interferência direta de Rodrigo Rocha Loures, quando estava na Chefia de Relações Institucionais da Vice-Presidência da República.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, Rita Abe, o município deve preencher alguns requisitos que a Caixa Econômica Federal exige e todos os procedimentos necessários já estão sendo tomados para garantia dos recursos e da obra.

Vale lembrar que para obtenção dos recursos o município também deve ter certidão negativa de débitos junto aos órgãos fiscalizadores da administração pública. Desde que assumiu, em julho do ano passado, o prefeito Edison Kersten e sua equipe estão empenhados para conseguir tal documentação, o que garante a aplicação de recursos tanto estaduais como federais.

Na semana passada o prefeito Edison teve audiência com o presidente do Tribunal de Contas do Paraná, Artagão de Mattos Leão, para solicitar certidão negativa provisória, pelo período de 60 dias, para não perder tal verba do Ministério do Turismo. “Fizemos essa solicitação, pois esse recurso é muito importante para Paranaguá. Esperamos que a resposta saia em duas semanas”, declarou o prefeito Edison, na manhã desta segunda-feira.

“A Estação Ferroviária é uma prioridade para nossa administração, assim como a Rua da Praia, a igreja da lha da Cotinga e o Palácio Visconde de Nácar, que são prédios em condições complicadas e precisam de intervenção. Estamos fazendo contatos com autoridades federais e estaduais para ajudar a preservar esse patrimônio”, destacou o prefeito Edison Kersten.

DETALHES DA REFORMA

A revitalização do prédio da Estação Ferroviária, que tem 134 anos, inclui a reforma do telhado, pintura, recuperação da parte interna, recomposição do muro, tratamento de fissuras na alvenaria e revestimentos, tanto na parte interna como externa, recomposição dos frisos e ornamentos. E ainda, recuperação total das paredes internas que apresentam fissuras estruturais, execução das paredes de fechamento das novas instalações sanitárias, reforço estrutural de todas as paredes do andar superior, através de vigas de madeira e execução de lixamento e pintura.

Com relação ao piso, o projeto prevê a limpeza, recuperação e enceramento dos ladrilhos hidráulicos, reposição de todo o piso de madeira no andar superior e no sótão. O piso dos salões do andar superior será executado em madeira e as instalações sanitárias receberão pisos de placas vinílicas, além da execução de rampa e escadaria para acessibilidade em chapas de aço xadrez.

Na cobertura está prevista reposição de todo o forro e substituição do corrimão de madeira e da escada, além da reposição de todo o beiral, do ripamento da cobertura e das telhas francesas.

Reforma nas esquadrias e ferragens, e ainda a reforma geral nas instalações hidráulicas e elétricas também faz parte do projeto total de recuperação da Estação Ferroviária.

A iniciativa de busca de recursos foi encaminhada pela atual administração com o objetivo de promover o restauro da Estação Ferroviária. “O prefeito Edison Kersten, interessado na recuperação deste importante patrimônio histórico, envidou todos os esforços para que conseguíssemos estes recursos”, destacou a secretária municipal de Planejamento, Rita Abe.

Fotos Recentes

Fotos Atuais da Frente da Estação Ferroviária 





































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