Total de visualizações

Visite nossa Fan Page

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Estrada da Graciosa de fôlego renovado

Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Daniel Castellano / Gazeta do Povo  / Ronaldo e a família vieram de longe para conhecer a Graciosa
Ronaldo e a família vieram de longe para conhecer a GraciosaO verão tem sido gentil com a Estrada da Graciosa. Após um 2014 difícil devido a um desmoronamento no quilômetro 10 – que provocou o esvaziamento e o fechamento de vários comércios até que o trecho fosse reconstruído –, a famosa rodovia que liga a região de Curitiba ao Litoral do Paraná começou 2015 com fluxo médio de três mil veículos ao dia durante a semana e picos de até 10 mil nos sábados e domingos, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Estadual.
O movimento de turistas e veranistas trouxe novo fôlego aos cerca de 60 pequenos comerciantes instalados nos inúmeros recantos ao longo dos 28,5 quilômetros da PR-410 e em localidades como Mãe Catira e São João da Graciosa. A estimativa da Associação Comercial da Graciosa é de que os três meses de verão movimentem até R$ 1 milhão na região.

Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Daniel Castellano / Gazeta do Povo / A trajeto ladeado por natureza exuberante da Estrada da Graciosa atrai também quem conhece a rodovia há décadas. É o caso do sueco Benedict Holdener, 78 anos, e da curitibana Clecy Werneck, 73 (foto). O casal costuma passar pela estrada rumo ao sítio de Holdener, que fica na Vila Candonga, em Morretes. Além de driblar o pedágio, eles podem esticar o passeio com um lanchinho. Independentemente das razões que trazem os visitantes à Graciosa, os comerciantes à beira da estrada estão satisfeitos. “Até as 20 horas tem movimento em todos os recantos. Vem muita gente de fora, que quer conhecer e fotografar a estrada. Nossa expectativa é de que o ritmo se mantenha assim até abril, na Páscoa”, diz Delair Martins, 39 anos, dona de um quiosque no Recanto Grota FundaAmpliar imagem
A trajeto ladeado por natureza exuberante da Estrada da Graciosa atrai também quem conhece a rodovia há décadas. É o caso do sueco Benedict Holdener, 78 anos, e da curitibana Clecy Werneck, 73 (foto). O casal costuma passar pela estrada rumo ao sítio de Holdener, que fica na Vila Candonga, em Morretes. Além de driblar o pedágio, eles podem esticar o passeio com um lanchinho. Independentemente das razões que trazem os visitantes à Graciosa, os comerciantes à beira da estrada estão satisfeitos. “Até as 20 horas tem movimento em todos os recantos. Vem muita gente de fora, que quer conhecer e fotografar a estrada. Nossa expectativa é de que o ritmo se mantenha assim até abril, na Páscoa”, diz Delair Martins, 39 anos, dona de um quiosque no Recanto Grota Funda
“A Serra da Graciosa sempre foi destino de turistas, mas nesse verão está surpreendendo, com movimento maior do que o anterior. O fluxo de carros e visitantes praticamente duplicou desde a reconstrução da estrada. Nos fins de semana, há congestionamento devido ao excesso de carros. A ponte sobre o Rio Nhundiaquara não dá conta do tráfego”, observa Gilton Dias, presidente da associação dos comerciantes.
Nem parece o mesmo Dias de cinco meses atrás, quando o desânimo gerado pelo período de portas fechadas havia resultado em prognósticos nada positivos sobre a recuperação da região. Na época, apostava-se que seriam necessários no mínimo seis meses para os comerciantes se reerguerem.
“O que passou foi esquecido. Praticamente todos os comércios já se recuperaram dos prejuízos e estão a todo vapor”, comemora Dias. Em sua loja, ele comercializa pastel, bala de banana, caldo de cana, pamonha e coxinha de aipim, além de conservas produzidas localmente. Quando o movimento está alto, chega a vender 400 pastéis e 250 coxinhas em um dia.
Turismo
A Graciosa também é o caminho escolhido por turistas que vêm para o litoral do Paraná e aproveitam para conhecer a estrada e Morretes. Segundo Dias, a maior parte dos visitantes de fora vêm de outros estados. Um exemplo é a família de Ronaldo Adriano, 36 anos, que veio de Colíder, no Mato Grosso, para conhecer a Graciosa. Foram 38 horas de viagem e 2,4 mil km percorridos.
Adriano, a esposa e os dois filhos têm parentes em Curitiba. A família reuniu um grupo de 15 pessoas e resolveu ir a Praia de Leste pela rodovia turística em vez de optar pela BR-277. “Eu não conhecia [a Graciosa]. Pesquisei na internet sobre a estrada e sobre Morretes, e outras pessoas já haviam falado bastante da região. É muito bonita, vale a pena fazer o desvio”, conta Adriano. Animada, a família dividida em cinco carros parava em todos os recantos da rodovia para fotografar e experimentar algum produto local. O petisco preferido? O pastel acompanhado de caldo de cana gelado.

Nenhum comentário: